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Peru (3) – Paracas

Continuando nossa viagem pelo Peru, pegamos um ônibus de Lima para Paracas pela viação Cruz del Sur ainda de madrugada – que durou por volta de 4/5 horas. Chegando na cidade, nossa guia já nos esperava e começamos os passeios. Não há muito para conhecer, mas já aviso que vale bastante à pena.

Inicialmente pegamos uma lancha e começamos a correr em direção às Ilhas Ballestas. A primeira atração no caminho é o “Candelabro”, uma formação pré-colombiana que o guia disse não haver explicação de como nem quando foi feita – um mistério fantástico, dou certeza. Não é à toa que virou praticamente um símbolo informal da cidade, presente em diversos souvenires dispostos nas banquinhas e pequenas lojas. Fica a dica que a cidade não tem NADA além da orla com restaurantes e alguns hostels, alguns ainda em construção, inclusive.

Continuando o passeio, quem gosta de turismo ecológico vai adorar. Não é meu tipo de programa favorito, mas ainda assim gostei bastante.  O legal é que a gente vai para a Reserva Nacional de Paracas de lancha e não precisa ficar andando durante horas, hehehe… O guia vai mostrando tudo e explicando cada coisa, especialmente sobre os animais. São diversos tipos de pássaros, motivo pelo qual temos que andar de boné para não recebermos presentinhos mal-cheirosos na cabeça (já que o ambiente por si só fede horrores!), leões-marinhos e PINGUINS! Cara, eles são muito divertidos, hahaha… a raça Humboldt é a mais presente, mas isso não faz muita diferença para nós leigos, faz?

Alguns itens são essenciais para “sobreviver” a Paracas: MUITO protetor solar, boné, óculos escuros, roupas largas e confortáveis e até mesmo um cachecol para cobrir a boca e o nariz quando for andar pelo deserto ou de lancha. Faz muito sol e venta muito, por isso o calor pode não parecer tão forte, mas o sol faz um estrago na pele de quem não se protege adequadamente. Ficamos queimados por uns cinco dias, para mais.

Ainda na Reserva de Paracas, visitamos um museu que mostra como a região (hoje praticamente um deserto) era antigamente: uma enorme floresta tropical. Há amostras de solo e de como falhas geológicas moldaram a região no que tornou-se hoje. Daí, a gente viu alguns flamingos pelo binóculo, visitamos uma formação rochosa chamada de “Catedral” que foi parcialmente destruída em um dos últimos terremotos do país e paramos para almoçar no meio do nada – é tudo meio corporativo, os guias já levam para onde querem, os caras já sabem e os preços acompanham a brincadeira, hehe. A sorte é que dezembro é baixa temporada (?) e tudo tem promoção ou é negociável. Vale lembrar que Paracas é um grande sítio arqueológico, perto de Nasca e com locais de preservação para pesquisas.

Por fim, morremos de sono na pracinha da cidade e esperamos pelo nosso ônibus já que não há mais nada para fazer a não ser comer – o que não é ruim, né? A próxima parada é um dos lugares mais lindos que já conheci: Nasca!

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