Arquivo do mês: setembro 2011

Entre siglas e partidos

Kassab então enfim conseguiu oficializar a criação de seu partido, o PSD. O vigésimo oitavo partido brasileiro será de “centro”. O prefeito de São Paulo que outrora fazia parte do DEM, de “direita”, agora acena com a possibilidade de se aliar com qualquer um – ouvi alguém espirrar PMDB? Se esse último aí já não estivesse tão lotado de caciques e a concorrência paulista fosse tão grande – além de ter que lidar com a ameaça de perder o mandato e outros poréns do direito eleitoral -, Kassab provavelmente teria ido mesmo ao PMDB. Gilbertinho representa o que há de mais tosco nos nossos políticos: a necessidade de ter cada vez mais poder e nunca largá-lo (em qualquer partido é assim, não me engano). Mas sem projeto, sem definições ideológicas (ainda existem?), apenas a grande permanência no domínio da máquina. São Paulo tornou-se uma cidade melhor com sua gestão? Não. E não consigo enxergar nenhuma força de representação popular nesse protótipo de prefeito.

Se bem que o caso de Belo Horizonte talvez seja mais emblemático e ainda mais horrendo. Márcio Lacerda subiu ao poder com a aliança nada tácita entre PT (sob a tutela de Fernando Pimentel) e PSDB (nesse caso, Aécio Neves) para que o prefeito do PSB conseguisse se projetar. Definição de ojeriza encaixa nesse acordo de compadres que, com isso, evitaram um outro péssimo candidato (do PMDB) conseguisse se eleger. Hoje, esse mesmo Lacerda mantém boas relações com o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (sim, o que se auto-vangloria pelo choque de gestão que congelou os salários dos professores à vergonha nacional), do PSDB, e provavelmente organizam juntos a divisão do controle da mídia estadual. Lacerda é autoritário e péssimo gestor. Não respeita o direito dos cidadãos de se organizarem em movimentos reivindicatórios, libera contratos da prefeitura para a empresa do filho e tem conseguido fazer com que trânsito da capital mineira pareça ser dez vezes pior que o de São Paulo (deu pra ter ideia?). Partido Socialista Brasileiro que tem um prefeito empresário, coisas que a gente vê no nosso país.

Coitado de mim, mineiro morador de São Paulo, que fico entre os dois estados sempre que posso. Ainda espero que Dilma não se coloque do lado desse protótipo de político paulista. É óbvio que Kassab ao se colocar no “centro” busca estabelecer novas alianças e uma aproximação do governo federal – vou passar a ler centro como “apoio a quem der mais ou estiver no poder”. O PT já tem quase uma década de perdas no sentido ideológico, de definição de sua própria identidade. A aliança com o PMDB foi um golpe (dizem que necessário, talvez…) muito forte no estômago de quem acreditava em uma política diferente. Não tenho o mesmo fervor ao defender o Partido dos Trabalhadores, uma ponta de decepção ainda grita no orgulho de ter visto Lula subir ao poder, tirar milhões da pobreza e adotar uma política externa assertiva e condizente com a grandeza no nosso país. Dilma como a primeira mulher no poder tem me parecido mais séria que seu antecessor, e ganhou muito apreço por não permitir que Jobim, por exemplo, lhe faltasse com o devido respeito – e ainda colocou o excelente Celso Amorim em seu lugar.

Tenho receio da possibilidade de descolamento de identidade do PT com a presidente. Ela nunca foi muito forte mesmo, mas as ligações com o PMDB, a presença de Temer e a volta dos que não foram (como Dirceu e companhia) nos bastidores é preocupante. Que representam afinal, os partidos brasileiros?

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O pior Cruzeiro desde…

…nem sei quando. Sinceramente, não me lembro o último ano em que o Cruzeiro disputava apenas o Campeonato Brasileiro e ia tão mal na competição. Não por menos já passaram pelo clube, só nesse ano, Cuca, Joel Santana e o “efetivado” Emerson Ávila. Acho que ninguém sabe explicar por que Cuca deu tão certo ano passado, sendo vice-campeão, e na fase de grupos da Libertadores em que ganhamos praticamente todos os jogos e com goleadas sobre times como o Estudiantes, rival desde 2009. Depois da estranha eliminação pelo Once Caldas em casa, o time desandou. Ganhamos o Campeonato Mineiro sobre o pequeno time de Vespasiano e isso talvez tenha deixado uns ou outros felizes – mas sinceramente: esse campeonato realmente vale alguma coisa?

Depois de um péssimo início de Brasileiro, Cuca pediu demissão e Joel assumiu. Acho que o grande erro do ano – entre diversos – foi esse: contratar Joel. O Cruzeiro nunca foi um time retranqueiro, mesmo na época de três volantes com Adilson Batista (que dessa forma soltava e bem os laterais, que apoiavam bastante o ataque), mas com Joel o time perdeu poder de fogo e o ataque foi completamente deixado de lado em detrimento da defesa, de não tomar gol a qualquer custo. A instabilidade desse péssimo treinador, provavelmente desacostumado com tantas regalias e uma estrutura tão boa (afinal, treinar time carioca não serve de parâmetro para qualidade de CTs, mesmo que não haja causalidade entre isso e a posição na tabela, vide a classificação atual do Brasileirão), custou ao Cruzeiro uma posição desagradável em que não se briga por nada e começa a se especular o medo da zona do rebaixamento, algo extremamente incomum e improvável para os torcedores celestes.

Bem, Joel saiu. Menos mal, mas Ávila não foi uma boa opção. Não tiro os possíveis méritos que o treinador possa ter no futuro, quando tiver adquirido maior experiência, tiver um elenco realmente adequado, etc. Mas a situação atual exige um cherifão, alguém que imponha respeito e cobre dos jogadores atuações que sejam condizentes com a história do Cruzeiro – e com seus enormes salários. O atual treinador cruzeirense também não deu sorte, vejamos o elenco:

Goleiros: Fábio é incontestável – mesmo quando erra ainda é perdoado por que tem muito crédito. É provavelmente o melhor goleiro em atuação no Brasil. Rafael ainda é muito jovem e teve atuações regulares, mas como ocupou o cargo de titular por mais de uma vez seguida, parece que a ansiedade pelo menos passou e tem feito defesas importantes. É um bom reserva, mas no máximo isso. Douglas Pires é o terceiro goleiro, mas a opinião de muitos cruzeirenses é de que Gabriel deveria ocupar seu lugar pela atuação que teve no Mundial Sub-20 (e eu me incluo nesse grupo). Quando Fábio é titular, o Cruzeiro está muito bem servido, o problema é a sua falta – como nas atuais convocações para a Seleção e recente contusão.

Zagueiros: Victorino é titular absoluto, não há zagueiro melhor em todo o plantel do Cruzeiro – e por isso mesmo, o time sofreu com sua falta durante a Copa América, quando defendeu a vitoriosa seleção do Uruguai. É uma pena que tenha se machucado ainda durante a Copa América, e fica a torcida para que fique pronto para voltar ao campo o mais breve possível, está fazendo muita falta. Léo e Naldo eram reservas de Victorino e Gil (que vinha atuando bem e foi vendido – que novidade! – para o Valenciennes da França), então nem preciso dizer que como dupla titular estão fazendo um péssimo papel, com atuações sofríveis. Especialmente Léo, de quem esperava mais por que ano passado cobria bem quando necessário; Naldo veio da segunda divisão do Brasileiro e não tem capacidade de ocupar a titularidade, apesar de ter feito um ou outro jogo bom. Cribari que jogou sempre no futebol italiano estreou com a camisa celeste contra o Figueirense e decepcionou, tendo sido responsável por dois dos quatro gols sofridos, mas como jogou apenas um jogo ainda é cedo para avaliar sua verdadeira condição.

Lateral-direito: Vitor e Gil Bahia. O primeiro nunca mereceu a titularidade e mal serve para ocupar a vaga por falta de outro. Gil Bahia vem da base do Cruzeiro e sempre que entrou mostrou muita raça e vontade de mostrar bom futebol, pode ser uma aposta – no futuro, sacrificar os meninos da base em uma situação ruim acho que só prejudica o time e o jogador.

Lateral-esquerdo: Diego Renan e Gabriel Araújo. Aquele é chamado de Avenida Diego Renan por ter a característica de subir demais para o ataque e não voltar para a marcação, deixando um espaço livre de atuação dos adversários. De altos e baixos, quando quer jogar bola mostra-se uma boa opção – mas sempre com um volante para garantir a marcação nos espaços deixados. Gabriel Araújo é outro que vem da base e é o mesmo caso de Gil Bahia, não dá para avaliar se será um bom jogador no futuro.

Volantes: Charles voltou esse ano depois de um acordo com o Santos, enfim um bom jogador que veio esse ano para o Cruzeiro. Já jogou no time alguns anos atrás e sempre foi bom jogador, mesmo quando mediano, pelo menos não deixa de fazer o que lhe é requisitado – marcar bem e tocar a bola para os meias (inclusive, já fez gols esse ano). Fabrício é um excelente jogador, marca bem e tem raça, além de ser considerado ídolo por muitos torcedores e ter criado vínculo com o clube. No entanto, é um pouco explosivo e perde a paciência de vez em quando. Quando está com a cabeça no lugar e joga o que sabe, é sempre boa opção para a titularidade. Leandro Guerreiro também é da fase de “renovação” do Cruzeiro e, ao contrário do que muitos pensavam (eu incluso), tem feito boas atuações. Começou jogando mal, instável, mas depois pegou ritmo e tem jogado bem, marcando com seriedade e sem subir demais e deixar espaços para os adversários. Marquinhos Paraná é da época “antiga” do time, assim como Fabrício veio junto de Adilson Batista e ficou. Cone Paraná, não é dos melhores e já tem idade avançada para o futebol. Por mim, ocuparia a reserva e entraria se necessário ou para improvisar em alguma posição, única coisa que sabe fazer mais ou menos. Everton é o provavelmente o pior jogador de todo o time, não sabe marcar direito, deixa muito espaço, sobe demais e não volta, enfim… ninguém sabe bem o que faz no Cruzeiro, já passou da hora de ser dispensado. Éber vem da base, mas quando entrou não mostrou bom futebol, é outro que só resta torcer para que melhore com o passar do tempo.

Armadores: Montillo é o craque do time. O argentino, para mim, tem jogado mais que qualquer outro meia do país – lembrando que Ronaldinho Gaúcho tem atuado de atacante. Coitado dele que não pegou a fase de 2009, poderíamos ter sido campeões da Libertadores se fizesse parte daquele time… vide ano passado em que foi um dos principais responsáveis pelo vice-campeonato. Se não fosse por ele, provavelmente estaríamos em posição ainda pior na tabela. Roger deu certo no Cruzeiro. Falam mal dele de passagens em outros times, mas o cara tem entrado bem na maioria dos jogos. A formação de dois armadores, quando esses dois jogadores jogam juntos, costuma dar mais certo que quando um deles apenas atua na posição – pena que Joel não via isso e Ávila não tem conseguido emplacar um time completo em nenhum jogo. Gilberto é um armador que pode ser improvisado na lateral, e é uma pena que praticamente NENHUM técnico faça isso apesar dos problemas na posição. Apesar da idade, joga com muita raça e é bom jogador. Ultimamente tem ficado meio reclamão, fala mal da arbitragem em todos os jogos, mesmo quando está errado, talvez seja mesmo a hora de aposentar.

Atacantes: Bruninho é meia-atacante da base, mas ainda não teve oportunidade de mostrar se realmente pode ocupar a posição e ser uma revelação do time. Wellington Paulista nunca foi consenso no time, apesar de ter feito boa dupla com Kléber nos anos anteriores. Voltou ao Cruzeiro depois de não ter feito NADA no Palmeiras, mas parece que continua da mesma forma e já machucou – não fazendo NADA pelo Cruzeiro. Farías é um bom jogador de área, mas depois que Adilson saiu nunca mais foi realmente aproveitado. Na verdade, a diretoria espera por uma proposta pelo jogador já que o alto salário não compensa sua falta de aproveitamento – uma pena, já que os atuais atacantes não tem dado conta do recado e ele poderia ser uma boa opção. Wallyson era o único atacante que realmente jogou bem esse ano, mas infelizmente machucou e só volta ano que vem – quando a fase é ruim… não há azar que termine, só resta esperar mesmo. Anselmo Ramón só não é pior que Everton – por que seria necessário muito para tanto -, mas é um péssimo atacante. Os gols que o cara perde são inacreditáveis, não é possível que ele realmente ache que possa atuar na posição de um time grande como Cruzeiro, passou da hora de ser colocado na reserva, ou melhor, dispensado. Sebá é da base e já fica na reserva há um bom tempo. Entrou várias vezes, mas nunca foi decisivo. Começo a me perguntar que trabalho tem sido feito na base para que não consigamos emplacar nenhum atacante decente. Outro que por mim seria dispensado. Ortigoza é um bom reserva e nada mais, não consegue atuar bem como titular, tem raça e nada mais, um gol aqui e outro ali não resolvem o problema do time. Bobô chegou e até agora não fez nada que prestasse (leia-se: gol). Sua redenção no futebol brasileiro poderia ser no Cruzeiro, mas ele não parece muito interessado, outra contratação ruim. Keirrison que foi o maior artilheiro do Brasil em 2009, nunca mais repetiu as boas atuações de quando jogava no Coritiba. Foi comprado pelo Barcelona, jogou na Espanha, passeou pela Itália e voltou para cá. Mesmo caso de Bobô, ainda não mostrou a que veio, mas se resolver voltar a jogar como já fez um dia, pode ser útil – o problema é que não dá para esperar mais.

Dá pra ver a situação do time… que tristeza! Wallyson machuado, Thiago Ribeiro VENDIDO, Henrique (que vinha jogando MUITO) VENDIDO E PARA O SANTOS, Gil VENDIDO… e dos que vieram, só Charles realmente tem jogado bem. Nos faltam laterais nas duas posições, pelo menos mais um bom zagueiro enquanto Victorino não melhora, e mais um bom atacante, desses matadores. Por fim, um bom técnico, alguém que já tenha currículo, bagagem, etc. Torcer para o Cruzeiro pelo menos ficar numa posição melhor, menos medonha (isso é lugar para o pequeno time preto e branco do outro lado da Pampulha) e ano que vem ganhar a quinta Copa do Brasil, é isso que provavelmente nos resta. Haja paciência!

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10 anos do 11 de Setembro

Compilando alguns comentários sobre o 11 de Setembro que postei no Facebook em conversa com amigos interessados no tema (quem sabe não me servem de inspiração para algo maior à frente? afinal, meu TCC, artigos publicados e futura dissertação são baseados na política externa dos EUA especialmente depois do 11/09):

“impressionante como uma “ameaça” de terrorismo muda toda a rotina de uma cidade. NY escolheu trocar liberdade por segurança, essa neurose que é transmitida pela TV e pelas notícias na internet parecem um mundo orwelliano – câmeras e revistas por todos os lugares e o “perigo” constante da “ameaça” exterior…”

“esse negócio de cores relacionadas à possibilidade de ameaça foi uma das ideias mais “geniais” no sentido de aumentar a neurose. é de fácil entendimento, resgata rapidamente o medo relacionado a eventos passados e deixa todo mundo esperando um pronunciamento horroroso. haja remédio pra ansiedade.”

“acho que tanto o ponto de Orwell em 1984 quanto do 11 de Setembro são ameaças construídas sem parar, na mídia o tempo todo, que “bombardeiam” o cidadão constantemente. a “ameaça” terrorista é muito menor e menos provável do que se possa acreditar ou dizer, simplesmente por que se um atentado ocorrer nos EUA da forma como foi no 11 de Setembro, será mais um evento que terá acontecido independente de qualquer risco que possa colocar. quando os EUA falam de uma “guerra ao terror”, o inimigo não existe de fato, ele é construído de acordo com o contexto, com as circunstâncias, da mesma forma que o inimigo em 1984 – ora a Lestásia, ora a Eurásia, ninguém sabe ao certo. Tanto Bin Laden quanto Kadafi quanto Saddam já foram “aliados” e se tornaram “inimigos” e “ameaças”, portanto, perigo real existe – está em qualquer lugar a qualquer momento, e nem por isso a neurose nos assombra nesses mesmos momentos e lugares -, mas a “realidade perigosa” de que tratam os EUA, nesse caso, é muito mais uma construção que algo determinado e fixo.”

“não é teoria da conspiração. não disse que o 11 de setembro não existiu nem que algo foi forjado. não há como fazer pesquisas sérias levando em conta apenas suposições conspiratórias – não entro no mérito delas. o que levo em conta é que a construção da realidade e das “ameaças” é algo muito mais sutil e que envolve interesses maiores que apenas a dita “segurança nacional” – outro termo recorrente no assunto que volta e outra assume conotações de acordo com o contexto.”

“como disse Orwell: “guerra é paz; liberdade é escravidão; ignorância é força”. quando os americanos apoiaram bush na sua “guerra ao terror”, abriram mão da liberdade para ter maior segurança, preferiram a guerra a fim de atingir a paz e ignoraram questões constitucionais para dar maior força ao presidente pelo ato patriota e outros organismos governamentais. orweel nunca esteve tão presente, hehe…”

“autodefesa em relação a quem? o afeganistão e o iraque foram responsáveis pelos ataques? algum outro Estado? ou foi uma dita organização terrorista, um ator transnacional? se for, por que não houve um julgamento, não se levou o tema aos fóruns adequados e acatou-se o que foi decidido – se algo foi de fato? não existe um “terror” para quem se declara guerra, o que é o terror? um instituto, um grupo, vários grupos, um Estado ou vários Estados? quem define o que é terrorismo ou não, e se isso existir, quem faz cumprir decisões contra o que é determinado como tal? agressão pesada, será? o que a turquia fez contra os armênios e faz contra os curdos; os israelenses fazem contra os palestinos; China, Rússia e outros fazem contra grupos menores, etc, etc, etc (sem contar que os EUA foram o único país do mundo a ser condenado por terrorismo estatal quando do apoio a grupos na Nicarágua e ataques aéreos verdadeiramente agressores e pesados) – enfim, por que não se faz nada? por que eles tem o poder de invadir um país chamado de “falido” e “patrocinador” do terrorismo eles PODEM fazê-lo? autodefesa não seria a construção de um mundo mais seguro pelo aumento do comércio e ajuda a países pobres para que todos tenham de fato oportunidades de ver que o que os EUA defendem pode ser algo a ser copiado (o que eles chamam de democracia, liberdade, etc.) como já foi feito por exemplo em relação à França Revolucionária? discordo das invasões nesse sentido, ninguém pode falar como governar um país, qual regime é melhor e quais ideias são superiores – isso, além de tudo, é etnocentrismo.”

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