Arquivo do mês: janeiro 2010

Chi Chi Chi Le Le Le

2010 começou bem. Com o término e aprovação da minha monografia no final do ano passado, imagino que terei mais tempo para me dedicar a este blog e demais atividades extra-classes. E como o tema é ano novo, vida nova, já há demasiado assunto para transpor em tortas linhas.

Dia 03/01 embarquei para o Chile na viagem mais foda que já fiz até hoje. Santiago é uma cidade maravilhosa, organizada e cosmopolita. Já no avião pude ver como a cordilheira dos Andes é fantástica, apesar da pouca neve ainda cobrir suas montanhas no verão. Ao chegar na cidade, fui direto ao hostel (Forestal) onde já encontrei diversos brasileiros – dentre os quais com quem passaria boa parte da jornada de duas semanas. Tudo muito legal, um começo de espanhol a ser praticado e umas voltas pela cidade para descobrir lugares para comer e ligar para casa.

A escola era muito perto e com cinco minutos de caminhada ou menos já estávamos na porta. Um pouco bagunçada, talvez pela quantidade de alunos brasileiros (que faziam uma verdadeira zona nos intervalos e insistiam em falar em português) ou pelos funcionários estranhos, não sei. Mas a Nath, professora, era excelente e sempre foi muito atenciosa. Como tinha mais ou menos a nossa idade, dava pra conversar bastante e pegar dicas de locais para comer, sair e comprar barato. Na minha sala, várias pessoas que compartilhavam do mesmo hostel, o que já ajudava a acordar de manhã. Todas mulheres, o que parece ser um carma positivo, por que me encantaram.

Visitamos diversos lugares, La Moneda, Plaza de Armas, Cerro Santa Lucia, Cerro San Cristobal, Bellavista, Las Condes, Viña del Mar, os Andes e um vulcão com piscinas termais naturais, entre diversos outros. Não vou citá-los todos por que no Wiki dá pra procurar o que a cidade tem. Mas vale ressaltar que o povo é muito atencioso e sempre ajuda a achar algo quando estamos perdidos. O sistema de transporte público é extremamente eficiente, com ênfase ao metrô que atende boa parte da cidade e cobra pouco. As ruas são muito seguras e sempre há algum carabinero (policial) de prontidão.  O atendimento da maioria dos lugares, entretanto, é muito ruim. Não se preocupam com o atendimento e são bem lerdos comparados com os brasileiros. Sem contar a “propina” de 10% que é obrigatória – colegas não pagaram e foram xingados de tudo quanto é nome em espanhol. Fazer compras é uma maravilha. Acordos de livre comércio com os EUA fazem com que os preços de importados, especialmente eletrônicos, sejam muito menores que os brasileiros. Computadores, máquinas fotográficas, video-games etc podem ser comprados por quase metade do preço. Os outlets da Nike e Adidas também valem a visita, tênis, mochilas, bonés e roupas em geral saem por 1/3 do preço do Brasil, o que é considerável quando se pensa no que pagamos nessas marcas por aqui.

O povo é muito politizado, e pude ver isso de perto por que as eleições presidenciais aconteceram um dia depois de eu ir embora. A polarização esquerda/direita é explícita, apesar das propostas de governo serem bastante similares e existir grande continuidade independente de quem assumir a presidência. A democracia do país está muito bem estabelecida e as regras do jogo são conhecidas o suficiente para que haja uma grande ruptura no país – exemplo a ser seguido por nós nas próximas eleições. Os jornais e revistas exprimiam muito objetivamente seus pontos de vista, defendendo ou atacando adversário de acordo com sua convicção política (alguns até mesmo engraçados por abusarem de anedotas e charges).

Enfim, o Chile é um país muito rico culturalmente e não posso alegar tê-lo conhecido. Tive contato com Santiago, essa sim posso dizer conhecer melhor e até mesmo me aventurar a dar dicas de passeio e convivência. Me encantou quase tudo que vi e gostaria muito de voltar para conhecer outros lugares, os quais imagino serem tão bonitos como a capital chilena.

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